SindUEMA encerra participação no 69º Conad fortalecendo a luta das universidades estaduais
Delegação do SindUEMA fortalece pautas das universidades estaduais durante o 69º Conad, participação contribuiu para ampliar o debate sobre autonomia universitária, carreira docente, organização sindical e desafios das instituições estaduais de ensino superior.
Após três dias de intensos debates, o 69º Conad do ANDES-SN consolidou encaminhamentos que orientarão a atuação do movimento docente no próximo período. Representando as professoras e os professores da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), o SindUEMA participou dos espaços deliberativos com uma delegação composta por um delegado e quatro observadores. A representação foi formada pelo professor Saulo Arcangeli, delegado da seção sindical, e pelos professores João Coelho, presidente do SindUEMA, Celina Amélia, Carmem Barroso e Vanessa Amorim de Souza, na condição de observadores.
Ao longo da programação, a delegação participou ativamente das plenárias e dos grupos mistos, levando ao debate nacional as principais demandas das universidades estaduais maranhenses e contribuindo para a construção coletiva das deliberações do Sindicato Nacional.
Desde a abertura do encontro, os representantes do SindUEMA defenderam pautas que fazem parte da agenda permanente do sindicato, como o financiamento adequado das universidades estaduais, a valorização da carreira docente, a realização de concursos públicos e a defesa da autonomia universitária. Essas reivindicações encontraram convergência com as discussões realizadas ao longo do Conad, especialmente durante a apreciação do Tema II – Atualização dos Planos de Lutas dos Setores e Plano Geral de Lutas, que reforçou a necessidade de fortalecer a mobilização em defesa das instituições estaduais de ensino superior.
No último dia de atividades, as discussões iniciadas nos grupos mistos foram ampliadas durante as plenárias deliberativas, aprofundando os encaminhamentos relacionados ao plano nacional de lutas da categoria. As resoluções reafirmaram a importância de intensificar a defesa da autonomia política, administrativa e financeira das universidades públicas, tema que dialoga diretamente com a realidade vivida pela UEMA e pela UEMASUL.
Participando do Grupo Misto 6, a professora Carmem Barroso acompanhou a análise de propostas relacionadas à organização interna do ANDES-SN, envolvendo carreira docente, estrutura sindical, participação de docentes aposentados e deliberações regimentais. Segundo ela, o trabalho coletivo permitiu aperfeiçoar diversos textos que serão incorporados às resoluções do Sindicato Nacional.
“Foi muito produtivo porque avançamos nos debates. Fizemos inserções, supressões e ajustes para tornar os textos mais claros e coerentes. Conseguimos concluir todas as demandas sob responsabilidade do nosso grupo”, avaliou.
A professora também levou ao debate uma realidade que impacta diretamente a UEMASUL e outras universidades públicas localizadas no interior do país: a dificuldade de permanência de docentes efetivos em regiões de fronteira e distante dos grandes centros urbanos.
“As universidades estão cada vez mais interiorizadas, mas ainda enfrentamos dificuldades para garantir a permanência dos professores. Muitos ingressam por concurso e acabam pedindo exoneração porque não conseguem se adaptar às condições da região. Esse é um desafio que exige políticas de Estado para garantir segurança, condições de trabalho e fortalecer as instituições que atuam no chamado Brasil profundo”, destacou.
Segundo a professora Carmem, a discussão reuniu experiências de universidades da Amazônia, da Pré-Amazônia e de outras regiões interiorizadas do país, demonstrando que esse é um desafio compartilhado por diferentes instituições estaduais e federais.
Além das pautas específicas das universidades estaduais, as plenárias reafirmaram o compromisso do movimento docente com a defesa da democracia, da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora. Os debates reforçaram a importância da organização sindical diante do avanço de projetos autoritários e dos desafios impostos à universidade pública, compreendendo que a luta por financiamento, autonomia universitária e valorização docente está diretamente relacionada à defesa das instituições democráticas e da soberania nacional.
Na plenária de encerramento, os delegados também definiram a sede do 70º Conad, que será realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com organização da Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp).
Para o professor João Coelho, presidente do SindUEMA, a participação da delegação maranhense fortalece a inserção das universidades estaduais nas discussões nacionais do movimento docente.
“A participação do SindUEMA significa nacionalizar as pautas regionais que temos, compartilhar com os colegas de luta os problemas que enfrentamos e também as estratégias de enfrentamento construídas em cada estado. É debatendo e construindo espaços democráticos como esse que conseguimos organizar nossas lutas, fortalecer a categoria e ampliar a defesa da universidade pública.”
Ao longo dos três dias de Conad, o SindUEMA fez ecoar, em um espaço nacional de deliberação, os desafios enfrentados diariamente pelas universidades estaduais do Maranhão. As resoluções aprovadas agora retornam às bases, onde ganham forma nas lutas cotidianas das seções sindicais. Para o SindUEMA, participar desse espaço significou transformar as demandas das universidades estaduais do Maranhão em parte de um projeto coletivo de defesa da educação pública, reafirmando que é na construção democrática, no diálogo e na organização da categoria que se fortalecem as condições para enfrentar os desafios do presente e construir novos caminhos para a universidade pública.













