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Jurídico

Formação Política na Baixada Maranhense: movimentos sociais, universidade e partidos debatem democracia, meio ambiente e gênero em Pinheiro, com apoio do SINDUEMA

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Encontro fortalece a articulação entre entidade sindical, universidade e movimentos sociais e define agenda conjunta de ações para 2026, com foco na defesa da democracia, da justiça ambiental e dos direitos humanos.

Pinheiro (MA). Nos dias 11 e 12 de julho, o Polo Estácio, em Pinheiro, sediou o curso de formação política promovido pela Escola Popular de Formação Política da Baixada Maranhense, com apoio do SINDUEMA. A atividade reuniu estudantes, militantes, sindicalistas, lideranças quilombolas e representantes de organizações políticas da região, promovendo debates sobre os desafios da democracia contemporânea, os impactos das novas tecnologias, a crise ambiental e as questões de gênero.

Mais do que um espaço de formação, o curso se consolidou como um momento de articulação entre diferentes entidades comprometidas com a defesa da democracia, dos direitos sociais e da justiça ambiental, resultando na construção coletiva de um plano de trabalho para orientar as ações das organizações participantes ao longo de 2026.


Programação com três eixos de debate

A programação teve início na manhã de sábado (11) com o módulo “Inteligência Artificial, Desinformação e Democracia nas Eleições de 2026”, ministrado pelas comunicadoras Taynara Castelo Branco Soares e Ana Paula Coelho, do SINDUEMA, ao lado de Afonso Sodré, pré-candidato a deputado federal pela Unidade Popular (UP). O debate abordou os impactos da inteligência artificial na comunicação política, o uso das plataformas digitais nos processos eleitorais e os desafios para a preservação da democracia diante da rápida expansão das tecnologias digitais.

Na tarde do mesmo dia, o módulo “Emergência Climática, Justiça Ambiental e Defesa dos Territórios” foi conduzido pelo professor Dr. Dimas dos Reis Ribeiro, do Departamento de Ciências Humanas (Área de História) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus Pinheiro, e pela professora Dr.ª Raysa Valéria Carvalho Saraiva, docente do curso de Licenciatura em Ciências Naturais com habilitação em Biologia do Centro de Ciências de Pinheiro (CCPi/UFMA). O módulo discutiu os impactos da crise climática, o fenômeno da ebulição global, a proteção dos campos da Baixada Maranhense e a centralidade da pauta ambiental nas eleições de 2026.

A programação foi encerrada na manhã de domingo (12) com o módulo “Gênero, Direitos Humanos e Participação Política”, ministrado por Agata Lakshmi Trebi, discente do curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFMA e pré-candidata a deputada federal pela Unidade Popular (UP), e por Antônia Cariongo, militante do movimento negro, liderança quilombola, defensora dos direitos humanos e pré-candidata ao Senado Federal pelo PSOL. O debate tratou dos avanços e desafios das políticas públicas de igualdade de gênero, da violência política contra as mulheres e da participação feminina nos espaços de poder.

Encaminhamentos para 2026

Como principal resultado do encontro, foi construído coletivamente um plano de trabalho com os seguintes encaminhamentos:

  • Criação de um podcast de formação política, a ser desenvolvido pelo Diretório Acadêmico Milton Santos, com apoio do professor Dr. Dimas dos Reis Ribeiro;
  • Novas edições do curso de formação política ainda em 2026, desta vez em territórios quilombolas da Baixada Maranhense, ampliando o acesso às atividades formativas;
  • Garantia de espaço de creche nas próximas edições, assegurando a participação de mães, pais e responsáveis;
  • Criação de uma Comissão de Comunicação, responsável pela produção e distribuição de conteúdos de formação política, defesa de pautas sociais e divulgação de denúncias de violações de direitos. A comissão será composta por um representante do Diretório Acadêmico Milton Santos, um da Unidade Popular (UP), um do Partido dos Trabalhadores (PT) e um da Rede Sustentabilidade.

Para os organizadores, o curso representou um passo importante na construção de uma rede permanente de formação política na região. O balanço final destacou a diversidade do público, a qualidade dos debates e a capacidade de transformar as reflexões dos dois dias em ações concretas, que devem fortalecer, ao longo de 2026, a atuação integrada entre universidade, movimentos sociais, coletivos estudantis, sindicatos e partidos políticos em defesa da democracia, da justiça social, dos direitos humanos e da preservação ambiental.

O espaço reuniu um público plural, formado por estudantes do ensino médio, estudantes da UFMA, integrantes do Diretório Acadêmico Milton Santos (Curso de Ciências Humanas da UFMA, Campus Pinheiro), militantes dos partidos Unidade Popular (UP), PSOL, Rede Sustentabilidade e Partido dos Trabalhadores (PT), além de sindicalistas, representantes do movimento quilombola e membros de coletivos estudantis.

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