SINDUEMA divulga nota em defesa da democracia e da isonomia nas eleições para Reitoria da UEMA
O SINDUEMA, Seção Sindical do ANDES-SN, divulgou nota pública em defesa da transparência, da legalidade e da isonomia no processo eleitoral que definirá os novos rumos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para os próximos quatro anos. No documento, a entidade sindical reafirma seu compromisso histórico com a autonomia universitária e com a participação efetiva de docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos nas decisões que dizem respeito ao futuro da instituição.
A manifestação do SINDUEMA ocorre em meio à tramitação do processo eleitoral 2026 para os cargos de Reitor e Vice-Reitor da UEMA, marcado por um calendário extremamente curto que impede articulações de chapa e mobilização da comunidade acadêmica. O Edital nº 001/2026, publicado em 20 de julho, durante o período de férias acadêmicas, concedeu apenas sete dias corridos para as inscrições de chapas, prazo que se encerrou já em 27 de julho, véspera de feriado. Na prática, candidatos e candidatas tiveram menos de uma semana para articular apoios, formalizar composições de chapa e apresentar suas inscrições, em um intervalo considerado exíguo diante da relevância do pleito, que definirá a gestão da Universidade pelos próximos quatro anos. Entre a publicação do edital e o dia da votação, marcado para 14 de setembro, há pouco menos de dois meses, tempo insuficiente para garantir ampla articulação de candidaturas, apresentação de programas e debate qualificado com a comunidade acadêmica.
Outras contradições também foram notadas: enquanto o Estatuto da UEMA exige o afastamento de ocupantes de cargos em comissão 90 dias antes da eleição, o edital permite que permaneçam em suas funções durante a disputa, em plena discordância com a regulamentação vigente. A data da eleição foi aprovada pelo Conselho Universitário (CONSUN) por margem apertada de 14 votos a 13, em reunião realizada sem a presença de representantes estudantis.
Outro ponto defendido pelo SINDUEMA diz respeito à composição do colégio eleitoral. A entidade sindical defende a adoção do voto paritário, com peso de 33% para cada segmento da comunidade acadêmica (docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes), em contraposição à atual distribuição de votos, na qual os docentes respondem por 70% do peso eleitoral, enquanto estudantes e servidores técnico-administrativos ficam com 15% cada. Para o SINDUEMA, a mudança é fundamental para garantir maior equilíbrio de representatividade entre os segmentos e fortalecer a legitimidade democrática do processo de escolha da Reitoria.
A nota elaborada pela diretoria cobra ainda a estrita observância do Estatuto e do Regimento Geral da UEMA, a paridade de condições entre as candidaturas e a adoção das urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral (TRE) como garantia de segurança, auditabilidade e confiabilidade do pleito.
Diante desse cenário, o SINDUEMA defende que etapas decisivas do calendário eleitoral não sejam fixadas durante o recesso acadêmico, sob risco de comprometer o debate e o engajamento pleno da comunidade universitária.
Confira a íntegra da nota abaixo.
