NOVAS PERSPECTIVAS PARA ALUNOS E DOCENTES COM O REAJUSTE NAS BOLSAS DE ESTUDO
A presidente da CAPES, Mercedes Bustamante, concedeu entrevista ao programa A Voz do Brasil nesta quarta-feira (22) onde falou um pouco sobre a perspectiva de avanços que o fomento federal representa aos alunos.
A presidente da CAPES, Mercedes Bustamante, concedeu entrevista ao programa A Voz do Brasil nesta quarta-feira (22) onde falou um pouco sobre a perspectiva de avanços que o fomento federal representa aos alunos. Desde abril de 2013, o benefício, que alcança mais de 256 mil alunos de pós-graduação, iniciação científica e contribui para a formação de professores da educação básica de todo o país, mantinha-se estagnado.
A CAPES terá um aporte orçamentário de R$745,2 milhões para atualizar os valores dos benefícios da pós-graduação e R$ 347,6 milhões para os programas de formação de professores. No CNPq, o adicional é de R$ 354,9 milhões. O investimento para implementar o reajuste totaliza mais de R$ 1,4 bilhão.
Além de reajustar esses valores, serão concedidas, ao longo de 2023, mais de 10 mil novas bolsas, no País e no exterior, para atender aos cursos de pós-graduação que entraram em funcionamento em 2022 e os que melhoraram suas notas na avaliação da CAPES, executada com a participação de comissões formadas por especialistas. Parte dessas bolsas será implementada pelos editais da CAPES lançados em 2022.
Bustamante destacou que o fomento era uma demanda antiga da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) e também dos docentes ao Governo Federal, como forma de estímulo aos alunos. “O reajuste dado neste momento não cobre as perdas de 10 anos, mas já representa um passo significativo para recuperar parte delas”, assinalou a presidente.
No Maranhão, Bruno Rogens, presidente do SINDUEMA, corrobora com a presidente da entidade. “O fomento à pesquisa e inovação por meio do aumento na verba para bolsas de iniciação científica, doutorado e o apoio aos docentes da educação básica vem em boa hora. O cenário ainda é de terra arrasada e com o reajuste podemos incentivar a permanência dos estudantes nos programas refletindo frontalmente na melhoria do conceito dos cursos.” Rogens reforçou ainda que a reivindicação dos Sindicatos em favor dos pesquisadores foi fundamental para a aprovação do reajuste.
Com informações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). (Brasília – Redação CGCOM/CAPES)